​ÓRIS, 2019/20

Há em diversas culturas estórias, relatos e mitos que contam sobre a presença de seres estranhos, de origem desconhecida, pouco identificáveis e que são descritos a partir dos seus rastros, formas ou pela luz que emanam. Em certas culturas há relatos de existência de filhos destes seres, frutos do encontro do ser humano com o "desconhecido" . A partir destas estórias, as artistas criaram "Óris", um trabalho que partiu de lendas e histórias da comunidade de Lapinha da Serra- MG.
Segundo ela, haveria pessoas nascidas na região, entre as serras do cerrado mineiro, como fruto da união do ser humano com seres vindos do céu. Óris é ou poderia ser um lugar, um ser, um povo ou uma palavra de alguma língua desconhecida. Óris é o próprio desconhecido, tanto na origem do nome quanto no que ele apresenta: o imaginário do outro. Corpos metade humanos, metade celestes, uma nave espacial e uma paisagem que conta de um tempo e de um espaço que não este agora.

 

Créditos de imagens cedidas para o trabalho:

Fotografias 9 e 15: Loïc Ronse

Fotografia 11: Malte Hafner